domingo, 26 de agosto de 2012

Mais uma carta insana que não ousarei entregar-te


Bem, essa é mais uma das cartas insanas, melancólicas e sem-sentido que escrevo nesses dias amargos, de céu nublado e angústia, mais uma entre as que eu não te enviarei, mais uma para guardar dentro daquela caixinha azul que ganhei da vovó quando pequena e que fica no cantinho do armário.
Já passam das três da manhã, ainda não consegui dormir, estou sentada na cama com o abajur aceso, meia dúzia de papéis embolados no pé da cama após tentativas frustradas de escrever-te algo que expresse o quanto você faz falta aqui nessa cama, nesse quarto, no meio das minhas tralhas, ouvindo os meus CDs, lendo minhas escritas, assistindo a esses filmes melosos que passam na TV, esquentando meus pés com os seus, andando comigo de mãos dadas por essas ruas que agora, olhando assim da janela, me parecem tão cinzentas. 
Me diz, o que é que você fez pra eu me apaixonar por você desse jeito? Agora eu 'tô' perdida nessa estrada estreita e fria na qual você me abandonou e não sei mais o que fazer, pra onde eu vou? Sem você aqui do lado eu não consigo me orientar. Eu sou pequena e ingênua, você sempre soube, eu sempre deixei bem claro e você sempre me protegeu desses monstros frutos da minha criação, você sempre me protegeu no sentido metafórico e também no real. Eu era sua princesa e você meu príncipe, aonde foi parar a magia do nosso conto de fadas?
Volta, amor, e canta comigo aquela música da Mallu Magalhães, caçoa do meu desafino, me ama baixinho, me abraça forte e beija a minha boca. Deixa o teu perfume na minha roupa e aperta as minhas mãos. Faz-me rir com teu senso de humor, bagunça meu cabelo e deixa eu pegar teu boné. Vem, vamos comer brigadeiro de panela e nos lambuzar com uma felicidade que só existe quando tem você aqui do meu lado.

2 comentários:

Aline Moura disse...

meeeeeniina acompanho teu blog ha um tempinho já, tu escreve demaais. Parabéens ;)

Kellen Ribeiro disse...

Muito obrigada, meu bem, fico feliz que gostes do que eu escrevo.