Saudades daquele tempo de travessuras, de correr no meio da casa, de sorrir por tudo - até por nada. Saudades do tempo em que me ralava toda nas brincadeiras de rua e essa era minha maior dor, à propósito, saudades também dos meus amigos, companheiros de brincadeiras, de risadas, das piadas ingênuas. Saudades de correr pra cama da minha mãe no meio da noite, chorando de medo da escuridão do meu quarto. Saudades de me preocupar com um brinquedo quebrado.
Eu era pequenina, travessa, sorridente, criança mimada, a princesinha da família. Saudades de brincar pelo pátio daquele colégio antigo, correr atrás dos moleques que pegavam minhas bonecas por picardia, pra caçar brincadeira. Lembro, e rio, das vezes que a professora me punha de castigo por bater nos meninos e brincar na hora errada, eu nunca fui fácil.
E aquele tempo em que namorar era andar de mãos dadas? Ah, tempo bom. Eu tinha um namoradinho, andávamos de mãos dadas pela escola e brincávamos de papai e mamãe das bonequinhas na casinha que tinha no fundo do pátio. Saudades de quando eu contava as horas para voltar pra escola e rever meus amiguinhos. Saudades de jogar bola no meio da rua, de patinar no parque, brincar no pula-pula, correr atrás dos meninos, tomar banho de mangueira, das cantigas, apostar corrida, pular corda cantando "Loiro-moreno-careca-cabeludo-rei-ladrão-polícia-capitão-anão...". Ah, saudade desse tempo que não volta mais.
Feliz Dia das Crianças a todos nós, que guardamos dentro do peito aquela criança que um dia fomos e voltaremos a ser em nossos sonhos.
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