quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Fitando calçadas

Os carros passavam apressados e eu os fitava da janela, fitava também aquelas calçadas movimentadas, e aqueles rostos desconhecidos, mas eu procurava por um, o dele, sabia que não encontraria, mas o coração continuava a pulsar, ele pedia, implorava para que eu não parasse de fitar aquelas calçadas esburacadas, o tolo do coração ainda tinha esperanças em encontra-lo por acaso, assim, no meio da rua, numa esquina, ou dentro de um carro.

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