Dizer um ‘eu te amo’ e não ouvir nenhum retorno, nem sequer um ‘eu também’ ou ‘eu gosto de você’, nem um ‘eu gosto de você só como amigo’. Não sei, talvez até o último fosse melhor que esse silêncio. O celular que não toca, a janela do Facebook que não abre, o seu nome que não aparece quando chega SMS. Nenhuma palavra, um suspiro, um retorno, nada. Esse silêncio dói, corrói, arde. Diz alguma coisa, diz, por favor, pode dizer que eu sou uma idiota e que não quer mais me ver, qualquer coisa é melhor que esse silêncio que me deixa em cima do muro, sem saber se desisto de vez ou continuo persistindo num ‘nós’.
Eu te amo, com todas as letras, sílabas e entonações possíveis. Te amo por inteiro, amo cada pedaço teu, amo tua boca, teus olhos, teu corpo e até o seus pés meio estranhos. Amo sua voz, suas mãos quentes, seu corpo perfeito, seu cabelo, suas manias, seu jeito de me fazer rir, seus deboches, seu jeito doce de me chamar de ‘Nega’. Seus beijos ardentes, seu corpo contra o meu, seus lábios na minha nuca, suas mão pelo meu corpo fazendo-me arrepiar cada centímetro.
Minha vontade agora é bater na porta da sua casa, levar flores, chocolates, presentes, mas então lembro que sou menina e tenho que parar de assumir o pinto que eu não tenho. Mas, hey, seria muito estranho eu te ligar? Dizer tudo isso que está entalado aqui? Jogar na sua cara que eu tenho ciúmes dessas suas amiguinhas e estou cheia de vontade de matar aquela piriguete que você pegou? Seria estranho eu dizer que estou a-p-a-i-x-o-n-a-d-a por você, assim, pausadamente, pra você entender e sentir a intensidade do meu sentimento.
Só queria dizer-te que tenho raiva de você por me fazer amar-te tanto assim e, esquecendo o orgulho que não cabe mais aqui, eu sou sua, toda sua, talvez pra sempre. Eu te amo.
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