Não sei o porque, mas desde bem pequena, fui apaixonada por Violetas, são pequeninas, frágeis, não impõem um significado como rosas vermelhas impõem o amor, elas apenas estão ali, dispostas, esperando que as interprete como bem entender: num momento bom, delicadeza; num momento ruim, tristeza.
Não sei se conseguirei ser fiel, estou dizendo apenas de memória, mas tem uma música que diz assim: “Violetas murcham na janela sem saber por que, dizem que enxergam o que ninguém vê”. Sinto-me Violeta que saiu por ai pra dançar e que, vez por outra, murcha ao som de uma melodia triste que reflete algo ainda mais triste.
Tenho tido dias duros, tenho me equilibrado em meu próprio corpo, tem sido difícil ficar de pé diante de todo esse caos. Na última semana, me esqueci de sorrir, é que tenho concentrado-me em apenas ficar de pé, em não desmoronar. Em noites escuras como as anteriores, sentei-me na janela, que é como as violetas são colocadas e contemplei o céu, a Lua e as estrelas, buscando uma resposta, tentando fugir do meu próprio caos, tentando sair do meu corpo e depositar-me numa dessas Violetas que ficam aí, nas janelas da sua casa, só pra saber como é que anda esse seu coração, pra saber pra quem são os seus suspiros.
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