sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Como em contos-de-fada


Nossa pequena Bea acaba de acordar, ela levanta, ajeita aqueles belos cachinhos e arruma sua roupinha de babados.  Suspira enquanto desce do carro, esse será um dia cheio. A pequenina é educada e cumprimenta todos os familiares presentes, a tia, como sempre aperta suas bochechas deixando-as vermelhas. Bea ouve aquela mesma ladainha de sempre ‘ah, como você cresceu’, o que é pura verdade, nossa menina cresceu muito, digamos que ficou até mais bonitinha. Seu primo, que acabara de chegar de viagem lhe trouxe uma bonequinha, sabe, daquelas que parece bebê de verdade? A garota agradece-lhe com um beijo que fez ‘chuac’ e sobe em disparada pelas escadas.
Beatriz entra em um quartinho e brinca, brinca, brinca, como se não existisse outro mundo, só aquele, só o dela, só aquele em que ela era mamãe e aquela bonequinha a filhinha. Ela a carrega no colo, nina e faz cafuné, assim mesmo, como se tudo fosse fácil, como se os contos-de-fada fossem reais. Ah, quem dera  fosse, quem dera.

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