Nossa pequena Bea acaba de acordar, ela levanta, ajeita
aqueles belos cachinhos e arruma sua roupinha de babados. Suspira enquanto desce do carro, esse será um
dia cheio. A pequenina é educada e cumprimenta todos os familiares presentes, a
tia, como sempre aperta suas bochechas deixando-as vermelhas. Bea ouve aquela
mesma ladainha de sempre ‘ah, como você cresceu’, o que é pura verdade, nossa
menina cresceu muito, digamos que ficou até mais bonitinha. Seu primo, que
acabara de chegar de viagem lhe trouxe uma bonequinha, sabe, daquelas que
parece bebê de verdade? A garota agradece-lhe com um beijo que fez ‘chuac’ e
sobe em disparada pelas escadas.
Beatriz entra em um quartinho e brinca, brinca, brinca, como
se não existisse outro mundo, só aquele, só o dela, só aquele em que ela era
mamãe e aquela bonequinha a filhinha. Ela a carrega no colo, nina e faz cafuné,
assim mesmo, como se tudo fosse fácil, como se os contos-de-fada fossem reais.
Ah, quem dera fosse, quem dera.
Nenhum comentário:
Postar um comentário