"21 de setembro de 2011.
Minha doce Bea,
Meus dias andam monótonos e chatos, sinto falta de tuas piadas toscas que faziam-me rir. Tenho trabalhado muito e recebi um aumento de 20%, o pessoal do jornal é incrível e tenho tido mais espaço para meus textos medíocres. Aluguei um apartamento velho e com cheiro de mofo, mas é o que posso pagar, ele tem uma pequena sacada, de onde vejo, acompanhado por uma xícara de café, o pôr-do-sol e lembro de como gostavas de observá-lo. Ainda gostas?
Amor, saibas que li todas as 12 cartas que mandaste, a última, em especial, releio todos os dias assim que acordo e antes de dormir, faz-me sorrir feito bobo todas as vezes, minha pequena. Nela disse-me que lês minha coluna no jornal, então, amor, gostas? Aqueles textos melosos foram escritos pensando em ti, não tiro-te da cabeça um minuto sequer.
Como andam as coisas por ai? Já acabaras de escrever aquele livro de romance que começaras?
Minha pequena Bea, sinto sua falta a todo momento, tua pele macia, teus olhos cor-de-mel, tua boca quente e teus cabelos pretos. Faz-me falta, amor.
Eternamente seu, Guilherme."
O "eternamente seu" ecoou seus ouvidos e a fez chorar as lágrimas mais alegres já derramadas.
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