Bem, eu vivo aqui, nesse meu mundinho-ovo – sim, ovo, de
pequeno, miudinho – fugindo de respostas que devia procurar, esquivo-me,
enfio-me entre multidões, escondo-me em becos. Fujo. Mas... ‘E se?’, tenho
perguntado-me ultimamente ‘E se eu deixasse as respostas me acharem?’. Não
sei. Talvez fosse diferente. Ou não. Mas eu tenho medo.
Então me perguntes: ‘Foges de quais respostas?’ ‘Respostas
de nós’, eu responderia, ‘respostas do amor’. Assim como fujo das respostas de
nós, fujo de ti. Talvez eu fuja por imaturidade, medo de algo que nem sei o que
é, mas entenda-me: sou criança ainda em matéria de amor, estou na escola,
estudando-o, tentando entender, mas não entendo, não entendo!
Dizem que mudamos e nos aperfeiçoamos até os 25, então vamos
lá, ainda tenho 11 anos à frente para mudar, talvez nesse tempo eu deixe as
respostas me encontrarem – ou elas me encontrarão por acaso? -, talvez te
encontre também. Tomara.
Ouça-me... O mundo é um ovo, corremos de respostas. Corremos
até quando? Eu não sei, até elas nos encontrarem, e dizem que quando encontram trazem pra gente
um gosto doce, docinho e então sorrimos – pra sempre.
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