terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Respostas


Bem, eu vivo aqui, nesse meu mundinho-ovo – sim, ovo, de pequeno, miudinho – fugindo de respostas que devia procurar, esquivo-me, enfio-me entre multidões, escondo-me em becos. Fujo. Mas... ‘E se?’, tenho perguntado-me ultimamente ‘E se eu deixasse as respostas me acharem?’. Não sei. Talvez fosse diferente. Ou não. Mas eu tenho medo.
Então me perguntes: ‘Foges de quais respostas?’ ‘Respostas de nós’, eu responderia, ‘respostas do amor’. Assim como fujo das respostas de nós, fujo de ti. Talvez eu fuja por imaturidade, medo de algo que nem sei o que é, mas entenda-me: sou criança ainda em matéria de amor, estou na escola, estudando-o, tentando entender, mas não entendo, não entendo!
Dizem que mudamos e nos aperfeiçoamos até os 25, então vamos lá, ainda tenho 11 anos à frente para mudar, talvez nesse tempo eu deixe as respostas me encontrarem – ou elas me encontrarão por acaso? -, talvez te encontre também. Tomara.
Ouça-me... O mundo é um ovo, corremos de respostas. Corremos até quando? Eu não sei, até elas nos encontrarem,  e dizem que quando encontram trazem pra gente um gosto doce, docinho e então sorrimos – pra sempre.

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