- Um maço de Malboro, por favor.
Era um dia quente, como os que o antecediam, passei na mercearia da esquina e comprei um maço de cigarros. É verdade, eu tinha parado de fumar, mas e daí? Resolvi voltar com meu vício.
Andei por algumas quadras, observava as crianças brincando de bola na rua, uns motoqueiros apressados, pessoas falavam ao telefone, outras acessavam a internet, alguns andavam tranquilos com seus amigos, rindo. E eu, bem, eu estava um caos. Só queria andar mais algumas quadras tragando calmamente meu cigarro, depois, quando cansasse, pegava um táxi e voltava para o meu apartamento.
Mas não o fiz.
Parei em uma pracinha de bairro, que estava vazia, sentei em um daqueles bancos sem encosto e bastante desconfortáveis, e só o que fazia era pensar em ti. Vi pássaros a voar por aquele céu tão azulzinho e me lembrei de tempos que eu os observava pela janela do quarto e sentia-me presa. E na verdade eu estava. Eu era prisioneira de mim mesma. Isolei-me naquele apartamento minúsculo depois que me deixaste, mas agora eu resolvi viver. Agora vou ser feliz. F-E-L-I-Z.
A partir de agora, serei viciada em cigarros e felicidade.
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