Sentiu-se trêmula, não sabia se devido ao frio ou por vê-lo ali, à sua frente, tão próximo, com as mãos em sua cintura e os lábios tão próximos aos seus. Ele era tão bonito e, visto assim tão de perto, pareceu-lhe ainda mais bonito, ainda mais encantador, tudo o que sempre quis estava à sua frente.
Acariciou-lhe a face e tocou os lábios dele com os seus, sentiu um pedaço do céu e um gostinho de menta misturado com algo álcoolico. Perderam-se um no outro como nunca haviam se perdido, sentiram os corações pulsarem mal-ritmados e ela suspirou. Sorriram-se, ele sussurrou malícias ao pé-do-ouvido e ela mordeu-lhe os lábios. Ele brincou com as mãos suaves dela. Ela brincou com os cabelos dele.
- Quero sempre poder me perder em ti.
- Quero que sempre se percas em mim.
- Quero eu e você juntos pra sempre.
- Quero nós dois eternizados.
- Quero você pra sempre minha.
- Quero você pra sempre meu.
Foram sempre um do outro, ela o via na forma de andar de um homem na rua, ele a via pela forma que uma mulher sorria. Ela nunca mais o viu. Ele nunca mais a viu. Sentiram saudades e continuam procurando-se entre ruas e vielas dessa cidade. Queriam voltar àquela noite de domingo pra reviver, pra não deixar o tempo separar. N-o-s-t-a-l-g-i-a i-n-f-i-n-d-á-v-e-l. Vontade de voltar.
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