Escrito ao som de Gostava tanto de você - Tânia Mara.
Quando ela se foi me fechei aqui nesse apartamento pequeno e chorei o choro mais doloroso de toda a minha vida. Vê-la partir por essa porta sem olhar pra trás, arrastando as malas, sem dizer-me se quer um 'adeus'. Chorei. Chorei porque sou fraco demais, chorei para afogar as dores. Chorei.
Fumei um Malboro e continuei ali, sentado no chão frio e recostado na porta da sala, fitando a janela, esperando uma ligação, um SMS, uma carta, telepatia, qualquer coisa que me dissesse algo sobre você, não importa se está no apartamento ao lado ou em Marte, eu iria atrás de você.
Suspirei e me recompus, apesar de você, a vida continua. Levantei, tomei um banho gelado, vesti o terno e fui pro trabalho, trabalhei das dez às cinco e tomei um porre no bar da esquina. Tenho direito de sofrer, sou de carne e osso, me doo às vezes, me dou esse direito: direito de me afogar num porre para chorar a dor desse amor que se foi. Não vou mentir, nunca fui bom o suficiente pra você, faltava-me tempo para acariciar-lhe os cabelos, beijar-lhe a boca, assistir filme abraçadinho. Não, eu não fui bom pra você, não como merecia. Te amo o suficiente para entender que precisas de um alguém pra fazer-te feliz como não fui capaz.
Ei, amor, só te faço um pedido: não se esqueça de mim, guarde-me aí no teu peito, um dia eu aprendo a amar direito.
Nenhum comentário:
Postar um comentário