Como é que se diz isso que a gente sente aqui no peito e aperta, vezenquando dói, essa coisa, como é que chama? Ah é, amor. Amor. Coisa mais estranha de se sentir, parece coisa de doido, não é? Querer ter por perto, decorar o cheiro, querer sentir as mãos apertando as suas, querer o corpo junto, a boca colada, pra sempre. Parece estranho, e talvez realmente seja.
Não, eu não sei porque eu tô dizendo isso tudo aqui, pra desabafar? Talvez. Acho que é mais porque esse sentimento meio louco não cabe mais somente dentro de mim. Ei, você que me lê, empresta o teu peito? Como é que dizia Renato Russo? ‘Quem inventou o amor, explica por favor…’
Amor. Isso é algum tipo de droga alucinógena? Deve ser. Parece ser.
Estou trancado num quarto escuro, digitando essas palavras sem sentido algum. Ou será que tem sentido? Não sei. Não sei de mais nada, só sei que agora, nesse exato instante, eu queria estar abraçada com você embaixo de um cobertor falando sobre vários assuntos ou apenas em silêncio, de pés dados e corpo colado, os nossos cheiros se misturando. É isso: estou viciada em você. És a droga e eu o viciado. Virou mania, rotina, necessidade. Vem, amor, matar minha vontade.
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