Ele havia me despachado, assim, na cara-dura: eu-não-te-quero-mais-e-ponto. Agora eu estava só, sentada no balcão de um desses bares de esquina bebendo doses inacabáveis de whisky. O vestido tubinho preto que vestia e antes deixavam-me elegante, agora me assemelhavam a uma puta, dessas baratas, escoradas nos postes de luz esperando seu 'cliente'. A maquiagem escorria junto às lágrimas e o suor, o cabelo estava desgrenhado. Os bêbados presentes me encaravam, pelos olhares, tentavam um flerte. Em vão, claro.
Como pude namorar com esse cara por tanto tempo e, bem, após tudo isso, amá-lo. Droga!
Agora cá estou eu, perambulando pelas ruas sem rumo, o único lugar para onde não quero ir é pra casa, não quero deitar em minha cama e sentir o cheiro do desgraçado nos lençóis, não quero ver suas roupas dividindo espaço com as minhas. Tenho uma garrafa de whisky nas mãos, e bebo pelo bico, como uma bêbada viciada.
Por fim, acordo com o Sol batendo no rosto, estou deitada num banco de praça, descalça, devo ter perdido as sandálias pelo caminho, a garrafa está aos pedaços a alguns metros, meu vestido está sujo, não fui roubada e verifico se estou inteira: tudo certo, exceto pela dor de cabeça infernal, deve ser ressaca.
Caminho vagarosamente até minha casa, todos me encaram, têm razão, minha aparência não é das melhores. Ao chegar jogo-me na cama e choro, inalo seu perfume, tenho meu coração aos pedaços.
Chorarei enquanto puder,
tiver forças,
amar-te,
idiota.
Como pude namorar com esse cara por tanto tempo e, bem, após tudo isso, amá-lo. Droga!
Agora cá estou eu, perambulando pelas ruas sem rumo, o único lugar para onde não quero ir é pra casa, não quero deitar em minha cama e sentir o cheiro do desgraçado nos lençóis, não quero ver suas roupas dividindo espaço com as minhas. Tenho uma garrafa de whisky nas mãos, e bebo pelo bico, como uma bêbada viciada.
Por fim, acordo com o Sol batendo no rosto, estou deitada num banco de praça, descalça, devo ter perdido as sandálias pelo caminho, a garrafa está aos pedaços a alguns metros, meu vestido está sujo, não fui roubada e verifico se estou inteira: tudo certo, exceto pela dor de cabeça infernal, deve ser ressaca.
Caminho vagarosamente até minha casa, todos me encaram, têm razão, minha aparência não é das melhores. Ao chegar jogo-me na cama e choro, inalo seu perfume, tenho meu coração aos pedaços.
Chorarei enquanto puder,
tiver forças,
amar-te,
idiota.
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