segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Sobre a solidão e a dor de viver só

Ei, moço, sabe o que é? Tá doendo. Aqui dentro, lá fora, tudo dói. Acordar de manhãzinha e ver a luz fraquinha que entra pelas frestas da cortina. A água que cai sobre o meu corpo durante o banho - as lágrimas que me escapam dos olhos - dói.
Ser sozinha dói. Nunca há ninguém aqui - nunca. Todos erram, eu não posso. À propósito, eu costumo perdoar várias vezes os que me magoam, mas eu cansei, simples: não perdoo mais. Como diz mamãe 'Você tem que aprender a se virar: não nasceu grudada em ninguém', é isso que tento fazer, mas dói. Sabe? Só as paredes ouvem-me, peço conselhos a mim mesma e só o que me abraça nesses dias de terror - ou solidão, como preferirem -, são os meus bichos-de-pelúcia. Tenho medo de ficar sempre assim, só vivendo pra dentro, só chorando sozinha, só abraçando meus joelhos, confessando-me ao espelho.
Tenho medo. 
Sinto dor. 
Choro muito.

Desculpem-me os lamentos intermináveis, esse não está entre os meus melhores textos, mas é o que sinto, precisava postar.

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