É isso mesmo, cê entendeu tudo certinho: tô pensando em desistir, não só do amor, mas das minhas escritas, da minha playlist, do ballet, do blog, do tumblr, das minhas amizades, dos meus vícios, da vida, de mim. Não, não, eu não vou fazer nenhuma loucura, não vou me dopar de remédios até morrer, só vou continuar insignificantemente, vou continuar estudando, talvez algum dia eu me forme em publicidade como sempre sonhei, ou desista desse sonho também.
Eu sei, eu sei, sempre fui muito persistente, eu procurava manter o sorriso no rosto mesmo quando meu mundo desabava, eu contava meus pesares a alguns amigos mais próximos e chorava à noite abafando meus soluços com o travesseiro, mas eu continuava, eu seguia em frente, mesmo que me arrastando, mesmo sem forças, eu ainda tinha fé. Tinha. Fé.
O que restou de mim foi isso que você ta vendo: uma garota mimada de pouca idade, chorando enquanto escreve essas palavras tão duras. Talvez seja isso mesmo que eu sou: mimada. Sempre quis colo, sempre quis atenção, sempre quis mais do que eu tinha, mas esquece essa menina aí, se foca nessa aqui que esta tomando forma agora: sem fé nenhuma, só algumas inúmeras lágrimas.
Pode dizer, eu aguento mais essa, vem aqui e diz que eu sou fraca, que eu sempre fui fraca demais, nunca aguentei porra nenhuma, diz que eu choro por tudo, diz que eu sou boba, diz, vai. Eu já sei de tudo isso.
É isso então, se não me veres por alguns dias, ou se continuares me vendo, saiba que sou isso, essa coisa caótica em busca de nada ─ ou de tudo ─, pensando em desistir. Porque eu sou essa confusão que não sabe o que fazer da vida.
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