E com essa saudade aqui, eu faço o que? Tu desapareces e me deixa aqui, à míngua, peguntando o que fiz de errado dessa vez. Você está aí, rodeado de amigos, jogando truco durante os intervalos, beijando as gurias que lhe aparecem e enchendo a cara nessas festas de fim de semana. Sabe? Cê já foi diferente. Não digo na essência, pois essa eu sei que não mudou, ai dentro de você eu sei que ainda tem aquele cara companheiro, inteligente e engraçado pelo qual eu me apaixonei. Eu sei que tem, eu quero acreditar que ainda tem. Mas tu tem uma canalhice no olhar, tu não tinhas isso. Ou tinha e eu não percebi?
Eu sou bocó mesmo, pode dizer, você eu deixo. Sou essa bocó apaixonada que chora por um cara que simplesmente a esqueceu.
Você ta ai, a exalar toda a sua superioridade evidente, eu sei que cê sabe que é melhor que esses playboyzinhos que saem por aí pra contar quantas beijou, cê não é assim, eu sei que não.
Pode me chamar de tola, eu deixo, sou mesmo quando se trata de você.
Eu pego aqueles livros de romances americanos tolos que conseguem nos prender a atenção e imagino nós dois em cada um deles, a gente juntinho, eu deitada no teu peito e você me acariciando os cabelos. Sim, eu nos imagino num conto de fadas daqueles bem clichês onde tudo dá certo no final. Eu sei que vai dar. Como já dizia Shakespeare 'Sendo o fim doce, que importa se o começo amargo fosse?"
Sabe de alguma coisa? Não me importo mais de você beijar essa putas que encontra por aí, li outro dia que o beijo não vem da boca, o beijo de verdade é aquele em que os corações se encontram num clichê bem bonito de mocinha-mocinho, com segundas, terceiras e quartas intenções.
Um comentário:
nossa, gostei! :)
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